Deputados da oposição estão confiantes que conseguirão aprovar as emendas propostas ao projeto de reajuste de 3,62% aos servidores do estado durante votação em primeiro turno que acontece na tarde desta terça-feira (4). Na última semana, os parlamentares que criticam o projeto enviado pelo governador Romeu Zema (Novo) consideraram como uma derrota do governo a debandada dos deputados da base no momento de votação das emendas. O texto original foi aprovado na última quarta-feira (29), mas por falta de quórum, as emendas destacadas e o parecer da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) não puderam ser apreciados.
Das seis emendas destacadas pelos deputados, três são do tipo autorizativa, ou seja, dão permissão ao Executivo para aumentar o índice de reajuste proposto. Duas delas citam o índice de 10,67%, que seria o acumulo da inflação de 2022 e 2023, e uma terceira autoriza o reajuste de 33,24% aos trabalhadores da educação, o que atenderia ao Piso Salarial da Educação. As outras três tratam do pagamento do retroativo e da gratificação para servidores da saúde e segurança pública.
Em conversa com a reportagem, alguns deputados da oposição confirmaram que estão otimistas para a votação das emendas, após uma semana de empenho em convencer deputados indecisos a apoiarem as mudanças propostas no projeto do governador. Apesar de não darem um número exato de quantos votos estão garantidos, a expectativa é alta. Na última quarta-feira (29), 57 deputados participaram da votação do texto original e 32 continuaram dentro do plenário para a apreciação das emendas. Para serem votadas as emendas necessitam de um quórum de no mínimo 39 deputados e são aprovadas com maioria simples.
“A nossa expectativa enquanto o Bloco Democracia e Luta é que a gente consiga aprovar algumas emendas. Na semana passada, que deveriam ter sido ao menos apreciadas e votadas, teve esse disparate dos deputados da base saírem correndo do plenário. Portanto, nós vamos essa semana com todas as nossas forças defender um aumento de dois dígitos, que seja de mais de 10%”, destacou o deputado Leleco Pimentel (PT).
FONTE; O TEMPO